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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

"HERE I AM, ROCKING LIKE A HURRICANE"

Bom dia galeraaaa!!!
Bem, torno a público mais uma vez a fim de desvelar uma série de acontecimentos que foram, no mínimo, dignos de nota.
Já sabemos que agora eu sou uma pessoa que trabalha em um fast food mexicano (12 horinhas...). Enfim, quarta seria meu primeiro dia de trabalho, e lá fui eu felizão, com um sorriso de orelha a orelha trabalhar. Há 3 gerentes: a super manda chuva (Christina... olha que coincidência! UHAuhauHAUhauH), um de dia (Jess) e uma de noite (Crystal). Chegando lá, era folga da Christina e fiquei sob os diligentes cuidados de Crystal. Coloquei o uniforme pretinho, bonezin na cabeça e fui ansioso pra por mão na massa. Ninguém me explicou NADA. Me botaram ali do lado e mandaram o carinha que tava fazendo as comidas me ensinar. Aí, ele ia fazendo e dizendo: Isso é isso, Isso é aquilo, e eu com a maior atenção do mundo, colocando o que ele mandava colocar e embrulhando no papelin. Véi, começou a chegar um monte de gente e pedir comida de tudo que era lado, e eu ali mó jagods só embrulhando as paradinhas... a Crystal chegou uma hora com uma notinha e gritou: “I WANT THIS ORDER NOWWWW”. Medo. Depois de uma hora lá, ele me vem e fala: Não temos tempo de treinar você agora. Vai pra casa e volta amanhã”. Fui, né? Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Para coroar a noite: brotei em casa, tomei banho, usei o computador... até que de noitinha os peruanos trouxeram um monte de amigos pro nosso quarto, a fim de fazer uma “prévia” para a festa de noite. Jah tinha uísque e vodka quarto afora, e eu estava de pijamas deitado na última cama. Depois de algum tempo, bate alguém à porta. Atendem. E do lado de fora, dois policiais gordinhos estavam perguntando quem morava ali.
Debilmente, ergui minha mão mole de sono, e o senhor (como diria Lud) me encarou com um olhar de pena (Coitado desse moleque aí no fundo... o, meu filho, vem cá, se consegue falar???). Fomos eu e mais dois (um estava fora, um estava fazendo cocô e o outro era menor e estava com um copo de uísque na mão – Nota: maioridade aqui é com 21 anos. A menina foi olhando pra baixo, e o cara foi rindo todo sem graça. Eu não tava nem aí, não sei se porque não bebi nem uma gota de álcool ou se eu estava com muito sono pra me preocupar. Bem, rolou aquela fumada por cauda do barulho, e um aviso: Se acontecer de novo, despejados, e multa de 750 dólares pra cada um... (eu vou ter que me prostituir se isso acontecer! E aposto que nem assim arrumo o dinheiro!)
Mas tudo passa, até a uva passa. Ontem, quinta, passei boa parte do dia estudando as comidas do Taco Bell pela internet (Sabem daquela música “Codinome beija-flor”? Pois é, o Cazuza fez uma pra mim chamada “Codinome Eficiência”). Como a chefona tava lá, me explicaram onde eu pegava isso aquilo e aquiloutro, mas a comida foi a mesma coisa. Mas eu já sabia fazer um monte de coisaaaas! E fiz algumas coisas sozinho quando os outros estavama fazendo outras coisas.
É um trabalho divertido e muuuito louco. Você NUNCA fica parado, porque tem coisa pra lavar sempre, limpar dentro, limpar fora, varrer, encher as paradinhas de comida e molho e, finalmente, fazer a comidinha. Eu teoricamente trabalharia de 5 às 8, mas por algum motivo inapreciável, não me mandaram embora e eu fiquei lá até as 10 e meia (como eu ganho por hora, fiquei MUITO feliz =) ). E eu fui trabalhando, heheheh. O Vinícius deve estar MUUUUUUUUUUITO bravo comigo, porque eu tinha marcado de encontrar com ele 8 e meia na praça e eu sumi. Desculpa.
Enfim, foi um ótimo primeiro dia. Sou uma pessoa realizada! Fiquei com aquele cansaço bom, de missão cumprida... quase aquele cansaço de quem carrega cadeira em encontro espírita, UAHuhaUHAUhauHAUhauHAUHauh.
Mais uma vez, um muito obrigado a todos que me dão tanta força... acho que sem as preces de vocês eu estaria desnorteado.
Grande beijo no coração de vocês! Fiquem com Deus!
Waldyr, empregado!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sobre a vida em Jackson

Bem pessoas do meu coração! Como a maioria já sabe, arrumei um bendito emprego de meio expediente! Como vocês não sabem, a mulher me pediu pra eu esperar uma semana pra ela arrumar a grade de pessoas. Começo amanhã!
Infelizmente, trabalharei só 12 horas por semana... Isso é realmente muito pouco, mas estou disposto a dar meu sangue e conseguir mais horas lá! YEAH! Não acho que isso seja impossível, creio até que é provável que eu consiga mais horas no futuro. Mas vamos lá. Tô torcendo!
Adquirindo táticas ninjas de furtar cereal e leite do café da manhã, UHAUhauHAUhauH.
Resumo da vida: Esses dias joguei futebol (feliz!), dancei funk na casa de brasileiros/colombianos (nem acredito... isso é que é falta de opção, UHAuhauHUAhu) Aprendi a desenhar 18 dos 72 símbolos do hiraganá (um dos alfabetos japoneses) e a falar algumas palavras em japonês, li os três primeiros livros da Bíblia e estou no meio do Números – fazendo um fichamento... ando escrevendo e escondendo, pergunte ao Luiz Carlos porque! Baixei mais de 20 cds do Caetano e só ouvi uns 6 ou 7, baixei U2 (e é muito bom), e música pseudocigana (dizia: música cigana, mas era um cdzinho de relaxamento com uns instrumentos a mais, umas palminhas e de vez em quando alguém gritando no fundo: “olé!”), e new age, e um monte de coisa, e a bíblia em latim (que eu mal abri), e um livro sobre Francisco de Assis de um pastor protestante. Ufa. Creio que são essas as novidades.
Pra quem eu não contei, estamos morando no quarto dos peruanos (eu e Pedro). Vini, Xand e Dani mudaram-se para onde o Vini trabalha, e nós dois fomos para o quarto da frente. Éramos 8 pessoas entre quarta e sexta, depois passamos a ser sete (o quarto é pra seis...). Hoje viramos seis, porque uma das peruanas vai voltar pra sua terra (mas essa noite, dormimos 10 pessoas nesse quarto... meu Deus!)
Hoje resolvi fazer uma breve descrição das pessoas a minha volta. Acho que já conheço o bastante para criar um estereótipo possivelmente falso mas engraçado de quem vocês não conhecem:
Waldyr: O mais bonito e esperto de todos. Desnecessário falar mais a respeito
Pedro: Só fala merda todo o tempo do mundo. Se ele falar a coisa mais escatológica do mundo no café da manhã, não tema. É enrolão, e o segundo mais bagunçado do quarto.
Carlo: Peruano, socialista, ateu. Dá em cima de todas as mulheres, é “pegador” (que termo péssimo. Pegador é coisa de colocar macarrão no prato...) e escreve poesia. Aprende português muito rápido e se apaixonou por funk...
Paola: Pequenininha, do tamanho de um botão. Fica alcoolizada com muita facilidade – graças a Deus eu só presenciei isso uma vez. Sempre começa as frases com “You know”... gosta de arrumar o quarto e dizer que foi ela.
Seifur: Tadinho, esse é o mais bagunçado de todos... É o tipo de pessoa que pede seu computador emprestado e usa ele com a mão engordurada de frango (arrrrgh). Joga papel pra tudo quanto é lado e não consegue perceber quando está incomodando – tipo, quando você ta resolvendo algo sério e ele fica te contando piadinhas de “knock knock”. Fala mormente de futebol, faz vídeo de tudo e também está lendo a bíblia – em espanhol.
Lesly: Peruana, gosta de viver a vida de forma “louca” mas que ter tudo sob controle – incluindo o nosso quarto. Ocupa mais espaço que três homens juntos, e está saindo com um jovem americano instrutor de esqui (que tem um sotaque muito massa).
Rip: Rapaz com 21 anos e aparência de 17. “Personalidade forte”, acho que ele gostaria que chamassem-no assim. Repete SEMPRE a mesma piada (What a Shit! Do you know what is it? Do you know what shit means? Shit! That´s it, man!) e fala sempre usando “man” como vocativo. Compra comida e dá pra gente de vez em quando.
(fim do quarto maluco)
Valentim: Romeno, branco, é atendente do hotel Jogou bola conosco, tem aparência séria mas ri O TEMPO INTEIRO... Sempre ri quando alguém faz besteira. Sarcástico... tem um irmão que mora no hotel.
Ibrahim: Indiano, atendente também. Ri largamente, mas às vezes está meio sério. Saca de Grafologia e te diz sua personalidade pela sua assinatura. Não come carne de boi e tem experiência vasta com hotéis e contas. Não agüenta mais o povo do meu quarto trocando as chaves...
Alexis: Mora no quarto ao lado, é peruano e namora uma brasileira. Está o tempo todo falando de sexo e fazendo piadinhas a respeito, mas no fundo é um cara incrível e sensível. Acho que ele me escolheu pra Cristo (...) e sempre faz piadinhas sexuais envolvendo minha singela pessoa.
Priscila: Brasileira que namora o peruano. É engraçado quando ela finge que está brava e fala alto. Antes, ela entrava no nosso quarto e nunca ficava mais que 15 minutos. Agora, ela nem entra UHAUhaUHAUhauHAUh. Encontro ela do lado de fora.
Alvaro: Peruano que toca baixo. Mora com o casal, e sempre que me vê, manda eu sair do meu ligar no computador (Tá legal, estou usando o computador muito mais que uma pessoa normal. Mas o que você faria num lugar onde você conhece pouca gente, sem dinheiro, não dá pra ficar passeando ou fazer exercícios na rua com -20°, e sem trabalho???).
Filipe: Vulgo Chicho. Mora na vila ao lado. É baixinho e MUITO engraçado, fala “Fock” o tempo todo e com uma entonação engraçadíssima... Gosta de zoar o Seifur. Aparece por aqui e normalmente fica pra dormir
Christian: Mora com o Filipe e trabalham no mesmo lugar. Foi um dos que mais se compadeceu quando eu não achava emprego de jeito nenhum... Esses dias fui com ele procurar um segundo emprego, e ele nunca acreditava em mim quando eu dizia: “Aqui não adianta. Aqui eu já vim. Aqui, só em fevereiro”. (Quanto a isso, adquiri experiência)
De forma geral, acho que são essas as pessoas com quem mais encontro e converso – sem contar o Xand, o Vini e o Dani. Além desses, tem 3 peruanas que moram com o Álvaro e o casal, o atendente colombiano German, milhares de peruanos no andar de cima, a filha do patrão do Xand, a Claudia (peruana) que ta sempre por aqui... aposto que estou esquecendo de alguém...
Enfim, se eu lembrar, estarei aqui de volta!
Grande abraços, a fiquem com Deus!
“Hoje, um emprego de 12 horas. Amanhã, o mundo!”